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o meu caminho  

Posted by rogério in ,

estou envolto nesta névoa, e tudo o que vejo são sonhos, e tudo o que anseio, perfeição. construo os meus castelos, ergo as minhas muralhas, preparo o pensar o amanhã… mas um dia, a tua flor deixa as pétalas sofrer a solidão…

Todo este tempo...
Toda a tua importância que foi crescendo
com todos os instantes que te dediquei...
E não vejo resultados...
e navego tempestades
e vou naufragar!!
Mas que caminho este trilho leva?!
Não é o meu, não é o nosso...
e dizem-me que o siga
sempre em frente
que a vida é mesmo assim...

MAS NÃO É ESTE O MEU CAMINHO!

AHHHHHHHH! que estou fora de mim, AHHHHHHHH! que não sei quem sou, onde estou, sem rumo ou norte, sem hora sem amanhã, sem ar para respirar, tudo o que digo são lágrimas, tudo o que grito são soluços, tudo o que gemo são suspiros de não saber, de não conseguir ver, de nem um passo conseguir dar nesta escuridão que me encobriu...

Ó amor lírico, metade anjo metade ave,
todo uma maravilha e um desejo selvagem!
Sim, Ó liberdade!
leva-me, colhe-me,
esventra-me ao último fulgor
pois que nada mais há em mim.

aprendi da maneira mais difícil, que não vou ter o meu final perfeito. pois alguns poemas não rimam, e algumas histórias não têm a evidência de um começo, meio e fim. a vida é sobre não conhecer, aproveitar ao máximo um momento, aventurando-se no que poderá acontecer. sedutora ambiguidade que nos cobre o paladar.

tu não entendes  

Posted by rogério in ,

– mas eu amo-o.
– não não amas.
– o que nós sentimos é verdadeiro amor. e só porque tu não o tens não quer dizer que o possas racionalizar.
– paixão não é amor. atracção sexual não é amor.
– tu não entendes.
– eu não entendo? o que é que eu não entendo? que é frustrante que não possas estar com esta pessoa? que tem algo que vos mantém separados? que existe uma suprema ligação entre ti e essa pessoa? e sempre que estás próxima dela, não sabes o que dizer e dizes tudo o que vai na tua cabeça e no teu coração. e tu sabes que se pudessem simplesmente estar juntos, que essa pessoa te iria ajudar a tornar na melhor versão possível de ti mesmo?
– mas é tudo isso que eu sinto.
– .
– TU ÉS UM ASSASSINO DE AMOR!
(e bate com a porta do quarto)

– é tão lindo, ter toda aquela certeza, sentir tanto amor.
– o amor não é um sentimento é uma capacidade.
– bem se isso é verdade, tu tens uma filha com uma capacidade extraordinária.
– ela só tem quinze anos!
– também tu já tiveste quinze anos.


(escrito por mim e com uma pequena ajuda do dan in the real life)

o que tu queres saber é se eu gosto de ti  

Posted by rogério in ,

toda esta tensão entre mim e ti, que enleva o ler-nos nas entrelinhas do que cada um escreve – o que tu queres saber é se eu gosto de ti. e eu quero saber se tu gostas de mim. mas nenhum de nós baixa a guarda. mantemo-nos à espera que uma qualquer força indecidível nos impulsione a cair um no outro e nos democratize o amor ao mesmo tempo míope e astigmático, que tenta vislumbrar ao longe um sinal de que podemos entrelaçar o corpo no ritual da sedução íntima e extasiante.

porque gosto de mim  

Posted by rogério in ,

estava a ver um programa televisivo, onde uma rapariga dizia que não gostava dela própria, e dei uma volta pelos meus pensamentos relembrando-me de quantas vezes me passaram pela frente casos de pessoas com baixa auto-estima. decidi então expor ao mundo o que me faz sentir bem por ser quem sou:

gostar de mim, amar-me. esse é o primeiro passo para não desejar ser outro que não o que sou, para não sentir a ânsia de estar noutro lado que não aqui. para poder respirar fundo e relaxar.

não exigir dos outros que actuem consoante o enredo da peça que escrevi para mim. respeitar que os seus momentos não são iguais aos meus. e que cada um é um ser divino, com vontades próprias.

libertar-me das correntes que atrasam o meu chegar, que tendem a diminuir a clareza com que vejo a simplicidade do existir. não é ser egoísta!, é sim ter consciência de que nada ou ninguém me é mais, ou me transcende. e que como eu, são livres de assumir e trilhar o próprio rumo.

atingir a lucidez de que a humildade é o estado mais pleno do êxito em qualquer discussão. ter sempre aberta a possibilidade de estarmos errados preserva-nos de muitos embaraços, que tanto nos toldam a lembrança.

compreender que é chegado o dia de deixar de pensar nos feitos do passado, e que os sonhos do amanhã só têm razão se forem fruto do nosso presente. E é tudo o que preciso para me sentir pleno, para contemplar a aurora matinal com um sorriso no rosto.

quem sou eu?  

Posted by rogério in ,

parece que o “mim” está à frente. muito bem, vou então quebrar a única regra pela qual escrevo, a de nunca colocar nada sobre mim. creio que é o mínimo que posso fazer. depois de tanto tempo juntos, é justo que saibas quem sou.

quem sou eu?

sabes o que eu sou? sabes o que é poesia? – Eu Sou o poeta e tu és a minha musa.

podia ficar por aqui, afinal o que as pessoas querem é acreditar em algo, acreditar que todas as pessoas fascinantes têm algo a esconder. mas eu vou dizer-te os meus segredos, vou contar-te a minha dependência pelo amanhã que espero grandioso. vou deixar-te saber que o que mais temo é acordar e não te saber real. vou esboçar finalmente um sorriso, e ficas a saber, que foi por te ver e estavas feliz. tudo o mais são atritos diários, com uma vida que teima em não encontrar solução.

podia ficar por aqui, mas se reparares bem, eu não disse praticamente nada, podia estar a falar sobre outra pessoa qualquer, tudo somado não é espelho do que eu sou. queres saber qual é a minha opinião sobre as coisas? queres saber quais são os meus gostos? queres saber o que eu acho de ti? e esperas que todas essas respostas te digam quem eu sou. mas o que tu queres mesmo saber, é se te podes aproximar de mim e confiar que na intimidade eu te acolherei, na cumplicidade de quem estabelece uma relação, livre de juízos, livre de malícia, livre o suficiente para que sejamos nós próprios em confidências que sabemos nossas.

sabes quem eu sou? – sou como tu, uma alma que procura o corresponder da afeição.


(e pronto, uff, tive de andar aqui com uma régua, a medir o que iria colocar de mim. mas fui honesto, até ao ponto em que a coragem me deixou.)

a queda  

Posted by rogério in ,

temo ter caído demasiado fundo no oco do mundo. parti, porque de cada vez que te via, o meu coração estilhaçava-se em agonias de não mais te ver. ditosos os de essências flexíveis, pois que deles são os corações consoláveis.caí durante descomedido tempo, que não me lembro do percurso de volta. nadei oceanos de escuridão, na ânsia de encontrar respostas na força da ira das vagas que contrariavam o meu progredir. mas as fatigantes trevas, não tinham respostas para mim. as questões não são difíceis. só quero de volta a razão de me levantar de manhã, o motivo para sorrir, a génese do que faz aguardar o amanhã.¿ porque nos é inato cair na escuridão, se a luz é onde queremos habitar? - estúpido percurso que sustenta o malogrado acto do sofrimento.

eu gosto de ti, mas  

Posted by rogério in ,

não é algo mau as coisas entre nós não terem dado certo. eu gosto de ti, mas, nós nunca teríamos futuro, pois eu sou um espírito livre, senhor do meu fado, comandante da minha alma, e ao redor da minha brisa, as relações têm tendência a extinguir-se.

a verdade é que tu ficas melhor sem mim. eu gosto de ti, mas, gosto mais de mim.

ai amor amor  

Posted by rogério in ,

ai amor amor, ao fim de uma travessia num deserto de medo, dúvidas e indecisões, qual miragem de temor, apreensão, pânico, puro cagaço que me mijo todo à possibilidade de te sorver de um trago e me embriagar da ilucidez, que me tolda os sentidos, confunde a lógica, sustenta o clamor do desejo, numa cólera de mágoa tormento de furor, terrível incoerência discursiva, envolto em névoas de tempestade, caminhar de virgem solo que cada passo é um mais próximo do local movediço onde batalha a epopeia de alentar o libertar. ai amor amor, miragem de urina em tremendo deserto de medo! (eu disse isto em voz alta?! upss..)

o animal-cão  

Posted by rogério in ,

hoje o formato da publicação alterasse. a menina márcia juntou-se à festa e produzimos um texto-ó-divertido-ó-opinião-ó-euéquesei-ó-vailávai..

r. - mulheres! vá-se lá compreendê-las, o viver de aparências deixa-me envolto em confusão.

anda um homem a sonhar com uma princesa, e pensar que elas ainda existem, e quando dá por si, projectam-se duelos,, fomentam-se batalhas, e tudo porquê? - porque a menina-princesa-guerreira, lembrou-se de jogar aos índios e pintar-se para armar confusão.

m. - o uso do disfarce índico, é com o intuito íntimo de ser elogiada, pois se não o fizer, percorre o tapete vermelho, com flashes de caridade e sopros de lisonja esquecida por entre o entorpecer do deleite contemplativo físico que a antecedeu.

r. - humm.. é natureza do homem elogiar e contemplar beleza, mas ainda que não evidente, ele, sem estar sob o efeito da sedução, distingue o que é belo do que é produto da aparência. - não existe necessidade de se disfarçarem de moicanos, com desculpas de beleza, quando o que o homem geralmente quer, é requinte de intelecto, “sublime” formosura e pureza de espírito no feito de se praticar um desporto.

m. - bãh.. a beleza é interior para quem? um rapaz atira-se a uma rapariga dizendo: - “és tão bonita interiooormennte!"

r. - a beleza física não limita a beleza interior, e instigar rivalidades índicas, para chamar as tribos vizinhas à confusão e escolher o vencedor,, vai lá vai, que o animal-cão é estúpido e não controla o sentimento-desejo..