Todo este tempo...
Toda a tua importância que foi crescendo
com todos os instantes que te dediquei...
E não vejo resultados...
e navego tempestades
e vou naufragar!!
Mas que caminho este trilho leva?!
Não é o meu, não é o nosso...
e dizem-me que o siga
sempre em frente
que a vida é mesmo assim...
MAS NÃO É ESTE O MEU CAMINHO!
AHHHHHHHH! que estou fora de mim, AHHHHHHHH! que não sei quem sou, onde estou, sem rumo ou norte, sem hora sem amanhã, sem ar para respirar, tudo o que digo são lágrimas, tudo o que grito são soluços, tudo o que gemo são suspiros de não saber, de não conseguir ver, de nem um passo conseguir dar nesta escuridão que me encobriu...
Ó amor lírico, metade anjo metade ave,
todo uma maravilha e um desejo selvagem!
Sim, Ó liberdade!
leva-me, colhe-me,
esventra-me ao último fulgor
pois que nada mais há em mim.
aprendi da maneira mais difícil, que não vou ter o meu final perfeito. pois alguns poemas não rimam, e algumas histórias não têm a evidência de um começo, meio e fim. a vida é sobre não conhecer, aproveitar ao máximo um momento, aventurando-se no que poderá acontecer. sedutora ambiguidade que nos cobre o paladar.
– mas eu amo-o.
– não não amas.
– o que nós sentimos é verdadeiro amor. e só porque tu não o tens não quer dizer que o possas racionalizar.
– paixão não é amor. atracção sexual não é amor.
– tu não entendes.
– eu não entendo? o que é que eu não entendo? que é frustrante que não possas estar com esta pessoa? que tem algo que vos mantém separados? que existe uma suprema ligação entre ti e essa pessoa? e sempre que estás próxima dela, não sabes o que dizer e dizes tudo o que vai na tua cabeça e no teu coração. e tu sabes que se pudessem simplesmente estar juntos, que essa pessoa te iria ajudar a tornar na melhor versão possível de ti mesmo?
– mas é tudo isso que eu sinto.
– .
– TU ÉS UM ASSASSINO DE AMOR!
(e bate com a porta do quarto)
– é tão lindo, ter toda aquela certeza, sentir tanto amor.
– o amor não é um sentimento é uma capacidade.
– bem se isso é verdade, tu tens uma filha com uma capacidade extraordinária.
– ela só tem quinze anos!
– também tu já tiveste quinze anos.
(escrito por mim e com uma pequena ajuda do dan in the real life)
o que tu queres saber é se eu gosto de ti
Posted by rogério in os meus posts favoritos, todos os posts
gostar de mim, amar-me. esse é o primeiro passo para não desejar ser outro que não o que sou, para não sentir a ânsia de estar noutro lado que não aqui. para poder respirar fundo e relaxar.
não exigir dos outros que actuem consoante o enredo da peça que escrevi para mim. respeitar que os seus momentos não são iguais aos meus. e que cada um é um ser divino, com vontades próprias.
libertar-me das correntes que atrasam o meu chegar, que tendem a diminuir a clareza com que vejo a simplicidade do existir. não é ser egoísta!, é sim ter consciência de que nada ou ninguém me é mais, ou me transcende. e que como eu, são livres de assumir e trilhar o próprio rumo.
atingir a lucidez de que a humildade é o estado mais pleno do êxito em qualquer discussão. ter sempre aberta a possibilidade de estarmos errados preserva-nos de muitos embaraços, que tanto nos toldam a lembrança.
compreender que é chegado o dia de deixar de pensar nos feitos do passado, e que os sonhos do amanhã só têm razão se forem fruto do nosso presente. E é tudo o que preciso para me sentir pleno, para contemplar a aurora matinal com um sorriso no rosto.
quem sou eu?
sabes o que eu sou? sabes o que é poesia? – Eu Sou o poeta e tu és a minha musa.
podia ficar por aqui, afinal o que as pessoas querem é acreditar em algo, acreditar que todas as pessoas fascinantes têm algo a esconder. mas eu vou dizer-te os meus segredos, vou contar-te a minha dependência pelo amanhã que espero grandioso. vou deixar-te saber que o que mais temo é acordar e não te saber real. vou esboçar finalmente um sorriso, e ficas a saber, que foi por te ver e estavas feliz. tudo o mais são atritos diários, com uma vida que teima em não encontrar solução.
podia ficar por aqui, mas se reparares bem, eu não disse praticamente nada, podia estar a falar sobre outra pessoa qualquer, tudo somado não é espelho do que eu sou. queres saber qual é a minha opinião sobre as coisas? queres saber quais são os meus gostos? queres saber o que eu acho de ti? e esperas que todas essas respostas te digam quem eu sou. mas o que tu queres mesmo saber, é se te podes aproximar de mim e confiar que na intimidade eu te acolherei, na cumplicidade de quem estabelece uma relação, livre de juízos, livre de malícia, livre o suficiente para que sejamos nós próprios em confidências que sabemos nossas.
sabes quem eu sou? – sou como tu, uma alma que procura o corresponder da afeição.
(e pronto, uff, tive de andar aqui com uma régua, a medir o que iria colocar de mim. mas fui honesto, até ao ponto em que a coragem me deixou.)
não é algo mau as coisas entre nós não terem dado certo. eu gosto de ti, mas, nós nunca teríamos futuro, pois eu sou um espírito livre, senhor do meu fado, comandante da minha alma, e ao redor da minha brisa, as relações têm tendência a extinguir-se.
a verdade é que tu ficas melhor sem mim. eu gosto de ti, mas, gosto mais de mim.
hoje o formato da publicação alterasse. a menina márcia juntou-se à festa e produzimos um texto-ó-divertido-ó-opinião-ó-euéquesei-ó-vailávai..
r. - mulheres! vá-se lá compreendê-las, o viver de aparências deixa-me envolto em confusão.
anda um homem a sonhar com uma princesa, e pensar que elas ainda existem, e quando dá por si, projectam-se duelos,, fomentam-se batalhas, e tudo porquê? - porque a menina-princesa-guerreira, lembrou-se de jogar aos índios e pintar-se para armar confusão.
m. - o uso do disfarce índico, é com o intuito íntimo de ser elogiada, pois se não o fizer, percorre o tapete vermelho, com flashes de caridade e sopros de lisonja esquecida por entre o entorpecer do deleite contemplativo físico que a antecedeu.
r. - humm.. é natureza do homem elogiar e contemplar beleza, mas ainda que não evidente, ele, sem estar sob o efeito da sedução, distingue o que é belo do que é produto da aparência. - não existe necessidade de se disfarçarem de moicanos, com desculpas de beleza, quando o que o homem geralmente quer, é requinte de intelecto, “sublime” formosura e pureza de espírito no feito de se praticar um desporto.
m. - bãh.. a beleza é interior para quem? um rapaz atira-se a uma rapariga dizendo: - “és tão bonita interiooormennte!"
r. - a beleza física não limita a beleza interior, e instigar rivalidades índicas, para chamar as tribos vizinhas à confusão e escolher o vencedor,, vai lá vai, que o animal-cão é estúpido e não controla o sentimento-desejo..
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o último filme que eu cedi o meu tempo a ver
Jack Nicholson e Morgan Freeman em “The Bucket List” Recomendo a todos ver este filme. Não só pelas representações ou pela história, mas por um todo que simplesmente já quase não existe no cinema. Para além da jornada que acaba por realçar o potencial das personagens, ressaltam-se nos diálogos breves momentos de pura genialidade.
Edward Cole: We live, we die, and the wheels on the bus go round and round.
Edward Cole: Do you hate me? . . . . . . . Carter Chambers: Not yet.
Edward Cole: Just because I told you my story, does not invite you to be a part of it!